Vereador diz que fraturou nariz em ato de estudantes em SP; oposição critica presença: 'arranja briga para se fazer de coitado'

  • 12/05/2026
(Foto: Reprodução)
Vereador e estudantes trocam agressões durante manifestação no Centro de SP Alvo de socos e pontapés após se infiltrar em uma manifestação de alunos e profissionais da USP, Unesp e Unicamp, o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) afirmou ter fraturado o nariz após levar um soco de um manifestante durante o ato realizado no Centro de São Paulo. Parlamentares da oposição dizem que ele foi até o ato apenas para provocar os manifestantes. Procurado pela reportagem, Rubinho ainda não se manifestou sobre as críticas. O protesto, na Praça da República, pedia melhorias nas universidades públicas paulistas. Os estudantes reivindicam avanços nas políticas de permanência estudantil, como aumento das bolsas, reforma das moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi. O ato também criticava a atuação da Polícia Militar na desocupação da Reitoria da USP, ocorrida na madrugada de domingo (10), sem conhecimento da direção da universidade. Durante a manifestação, Rubinho começou a gravar vídeos e a fazer perguntas provocativas aos estudantes, quando teve início uma pancadaria generalizada. Vereador Rubinho Nunes (União Brasil) posta foto dizendo que teve o nariz fraturam em manifestação no Centro de SP. Reprodução/Redes Sociais O vereador do União Brasil foi atingido no rosto e afirmou, nas redes sociais, que sofreu uma fratura no nariz. Outro vereador que disse ter sido hostilizado durante o ato foi Adrilles Jorge (União Brasil). “Até quando vamos tolerar a barbárie travestida de ‘movimento estudantil’? Fui questionar quem vive às nossas custas e recebi agressões e um nariz fraturado. A esquerda normalizou a violência contra quem pensa diferente. O Brasil não aceita mais vândalos disfarçados de alunos”, escreveu o vereador. Reação da oposição Parlamentares da oposição reagiram às declarações do vereador, pré-candidato declarado a deputado federal. Segundo eles, Rubinho comparece às manifestações apenas para provocar movimentos sociais que têm reivindicações legítimas e lutam por melhorias na sociedade. A estratégia da extrema-direita, de vereadores como o Rubinho Nunes, é de criar polêmicas para chamar atenção. A eleição está se aproximando, eles estão desesperados para aparecer e tentar se eleger. Por isso, a agenda destes parlamentares bolsonaristas se limita a ficar indo nos atos e atividades dos seus adversários. Segundo ela, "é completamente inaceitável que políticos ao invés de estarem trabalhando para resolver os problemas do povo e da cidade estão arrumando confusão, baderna e violência'. A vereadora Luana Alves afirmou que pretende ingressar com uma representação na Corregedoria da Câmara Municipal em razão das provocações feitas pelo parlamentar contra os estudantes. “Eu acho isso uma vergonha. O vereador Rubinho, assim como o Lucas Pavanato, às vezes vai à USP fazer a mesma coisa. Gente que ganha mais de R$ 20 mil por mês para fazer cortes para a internet e provocar estudantes. É extremamente vergonhoso, inclusive para a Câmara Municipal. Eu, inclusive, pretendo acionar a Corregedoria, porque é algo inadmissível”, afirmou. A vereadora Luana Alves (PSOL), a deputada estadual Ediane Maria (PSOL) e a vereadora Luna Zarattini, do PT. Reprodução/Redes Sociais “Eles vão para provocar estudantes, muitos deles menores de idade, que estão fazendo uma experiência de luta muito valorosa e enfrentando repressão da Polícia Militar porque querem um aumento de menos de R$ 100 na bolsa para conseguirem permanecer na universidade”, declarou. A deputada estadual Ediane Maria (PSOL), ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de São Paulo (MTST), também criticou o parlamentar. “Rubinho Nunes é um baderneiro. Assim como muitos políticos da direita, como o infeliz do Adrilles Jorge, ele não quer solução para o que está acontecendo na USP. Não quer apurar por que a PM invadiu a reitoria da universidade de madrugada para descer o cassetete nos estudantes. O negócio dele é provocar e arranjar briga para se fazer de coitado”, afirmou a deputada da Alesp. “É o tipo de vereador que não faz nada pela cidade. Estou para ver eles visitarem um hospital, uma escola, fiscalizarem contratos da prefeitura. Nada disso. Vivem de polêmica, vivem de vídeos para tentar ganhar visualização. Trabalhar pela cidade mesmo, eu nunca vi”, declarou Luana Alves. Confusão em ato Confusão durante protesto no Centro de SP Reprodução Em greve, alunos e profissionais da USP, da Unesp e da Unicamp protestaram na tarde desta segunda-feira (11) em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na República, Centro de São Paulo. A Polícia Militar utilizou bomba de gás para dispersar os manifestantes. Pelas imagens, é possível ver Rubinho dando chutes e levando socos. O vereador informou que foi ao hospital e que tem suspeita de fratura no nariz. Já Adrilles tomou um chute na região da barriga. Ao g1, ele disse que levou dois chutes, mas que "está bem" fisicamente (veja acima). Os vereadores do União Brasil Rubinho Nunes e Adrilles Jorge compareceram ao ato e discutiram com os estudantes. PM usa bomba de gás em protesto de alunos da USP no Centro de SP Por volta das 14h30, os estudantes se concentraram em frente ao prédio da Reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e fizeram um cordão humano em uma rua no entorno da Praça da República. "Hipocrisia! Educação não é caso de polícia", gritavam os grevistas. Alunos das três universidades estão em greve por melhorias na permanência estudantil e na estrutura das universidades. O protesto interditou também trechos da Rua da Consolação no sentido da Avenida Paulista. PM usa bomba de gás em protesto de alunos da USP no Centro de SP O ato cobra a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado. Os estudantes exigem melhoria nas políticas de permanência estudantil, como aumento de bolsas, reforma das moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi. O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e aguardo retorno. PM retira estudantes de ocupação na reitoria da USP em SP em ação durante a madrugada PMs na Praça da República durante manifestação de alunos da USP William Santos/TV Globo Manifestação em frente à reitoria da Unesp William Santos/TV Globo Ocupação da reitoria PM de São Paulo retira estudantes que ocupavam reitoria da USP Na madrugada de domingo (10), a Polícia Militar retirou estudantes de uma ocupação na Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã, Zona Oeste de SP. Segundo relatos de alunos, os agentes usaram escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo durante a operação surpresa e sem aviso prévio. Vídeos gravados pelos estudantes mostram os policias agredindo o grupo com os cassetetes (veja abaixo). De acordo com a assessoria de imprensa do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, diversos estudantes ficaram feridos durante a ação policial. Ainda segundo o órgão, quatro alunos foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, na região da Lapa e Vila Romana, Zona Oeste da capital paulista. A Reitoria da USP disse, por meio de nota, que a desocupação aconteceu sem comunicação prévia à entidade e que lamenta os episódios de violência ocorridos durante a ação da PM. "A USP repudia que a violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias e reforça que continuará atuando com responsabilidade institucional, buscando a pacificação do ambiente universitário", declarou (leia a íntegra do comunicado abaixo). O que diz a Polícia Militar Polícia Militar usa cassetetes e bombas de gás para desocupar reitoria da USP, no Butantã, Zona Oeste de São Paulo. Reprodução/Redes Sociais Por meio de nota, PM afirmou que 150 pessoas foram tiradas da reitoria e que a ação não teve feridos e foi gravada por câmeras operacionais portáteis dos policiais. Segundo a polícia, “eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”. “Após a desocupação, uma vistoria no espaço constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada. No local, também foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes”, disse a corporação. “A Polícia Militar afirmou que os quatro estudantes detidos por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Após a qualificação, elas foram liberadas. A Polícia Militar ressalta que O policiamento segue no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio público”, afirmou. LEIA MAIS: Motorista de Porsche é preso por dirigir embriagado e bater em quatro carros estacionados no Tatuapé, Zona Leste de SP Frente fria derruba temperaturas e pode provocar chuva neste domingo em São Paulo Em comunicado publicado nas redes sociais, o DCE -USP disse que os PMs formaram "um corredor polonês para espancamento e quatro estudantes detidos". "Essa ação ocorre de forma abusiva eivada de ilegalidade, vez que ocorre sem qualquer determinação judicial que pudesse embasar a ação policial. É preciso apontar que, mesmo em situações em que há determinação de reintegração de posse (o que não é o caso), existe um conjunto de regras que orientam o procedimento de desocupação, entre as quais a ilegalidade da realização de operações entre às 21h e 5h, algo pacífico nos tribunais", afirmou o DCE. "A ocupação já passava de 60 horas, não havia qualquer sinal de violência ou grave ameaça a qualquer pessoa, a operação ocorreu fora do horário de funcionamento administrativo, e a todo momento houve acompanhamento policial. Ainda no rol das ilegalidades, não há qualquer informação sobre a motivação real para a detenção de quatro estudantes, ou mesmo, quais condutas lhes foram imputados para que ensejasse o encaminhamento destes estudantes à 7ª DP", disse o órgão. O que diz a USP Íntegra da nota da Universidade de São Paulo: "A Universidade de São Paulo (USP) lamenta os acontecimentos durante o processo de reintegração de posse do prédio da Reitoria, ocorrido na manhã deste domingo, dia 10 de maio. Cumprindo seu dever de ofício de proteção da integridade física dos docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes e terceirizados, bem como dos espaços físicos, a Reitoria informou sobre a ocupação à Secretaria de Segurança Pública (SSP), no mesmo dia do ocorrido (7/5), com vistas à adoção dos protocolos de proteção e de preservação da ordem de competência das autoridades policiais. Na manhã deste dia 10 de maio, sem comunicação prévia à Reitoria, houve a desocupação do espaço público pela Polícia Militar. Segundo nota oficial da SSP, “a Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”. Importante ressaltar que, ao longo de todo esse período, a Reitoria manteve a disposição permanente para o diálogo e para o acompanhamento dos encaminhamentos acordados nas negociações com o movimento estudantil. As tratativas, no entanto, chegaram a um limite diante: Do atendimento de diversos itens da pauta por parte da Reitoria; Da constituição de sete grupos de trabalho para estudo de viabilidade de outros pontos da pauta; Da insistência em reivindicações que não podem ser atendidas; e De itens de pauta fora do âmbito de atuação da Universidade e a presença de pessoas externas à comunidade acadêmica. A Reitoria segue aberta a um novo ciclo de diálogo com a finalidade de consolidar o que já foi encaminhado nas reuniões com a representação estudantil, o que pressupõe a manutenção do direito de ir e vir em todos os espaços da Universidade. Por fim, a USP repudia que a violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias e reforça que continuará atuando com responsabilidade institucional, buscando a pacificação do ambiente universitário". Início da ocupação Estudantes da USP em greve há 3 semanas fazem manifestação e invadem reitoria da universidade Alunos da USP, Unicamp e Unesp estão em greve por melhorias na permanência estudantil e na estrutura das universidades. Os estudantes de diversos cursos mantinham nesta sexta-feira (8) a ocupação do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) no Butantã. O grupo invadiu o espaço na tarde de quinta-feira (7), durante um protesto ligado à greve das universidades estaduais paulistas. Os alunos passaram as noites em barracas do lado de fora do prédio e também dormiram em colchões do lado de dentro. Ocupação da reitoria da USP, na Zona Oeste de SP Lívia Martins/TV Globo À TV Globo, os discentes afirmaram que a universidade cortou a energia e a água da reitoria na manhã desta sexta - informação confirmada pelo g1. Ao menos três policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) já estavam dentro do campus. Os agentes ficaram com escudos e parados em um dos acessos da reitoria. Além disso, duas viaturas da Polícia Militar faziam ronda nas proximidades do prédio, durante o período de ocupação. O ato cobrava a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado. Os estudantes exigem melhoria nas políticas de permanência estudantil, como aumento de bolsas, reforma das moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi. No dia 15 de abril deste ano, alunos relataram que encontraram um ninho de pombo dentro da cozinha do Conjunto Residencial da USP (Crusp). Ao g1, Henrique Pupio, diretor da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, disse que a reitoria não estaria disposta a ceder à pressão do movimento. "Acreditamos que essa intransigência tem levado a um maior tensionamento, que só poderá ser resolvido com a reabertura do diálogo com os estudantes", afirmou Pupio, que é estudante da Faculdade de Direito e diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto. "Quanto à Faculdade de Direito, estando em processo de assembleia hoje e segunda para deliberar a continuidade na greve. O XI de Agosto defende que a mesa de renegociação seja reaberta e que os estudantes sejam ouvidos. Somente o diálogo poderá resolver a situação", completou. Estudantes afirmaram que um ninho de pombo foi encontrado na cozinha da moradia estudantil Arquivo pessoal Ocupação da reitoria da USP Imagens gravadas no local por um funcionário da universidade mostram o momento em que manifestantes pulam o portão da entrada e derrubam portas de vidro do edifício (veja abaixo). Cerca de 400 estudantes participaram da manifestação. Durante a manhã de quinta (7), alunos chegaram a acampar em frente à entrada da reitoria. Após pularem o portão, os estudantes entraram no saguão da reitoria. O portão do lado de fora também foi derrubado. Policiais militares, alguns com escudos, acompanharam a movimentação à distância, mas não houve confronto. Praça do Relógio e Reitoria da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. Cecília Bastos/USP Imagens Greve nas universidades A greve reúne estudantes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na USP, estudantes do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) afirmam que os prédios enfrentam problemas estruturais graves. A equipe da TV Globo esteve no Crusp na noite da quarta-feira (6) e registrou várias luminárias queimadas, entre outros problemas estruturais devido à falta de manutenção. Há pisos, janelas, azulejos e canos velhos e quebrados. Quartos com mofo, infiltrações que não são resolvidas. Em uma cozinha coletiva, as luzes nem sequer acendem. Em uma outra, o fogão está com um vazamento de gás, e os alunos precisam desligar o registro geral embaixo da pia. Na Unesp, estudantes do Instituto de Artes, na Barra Funda, também aderiram à paralisação. Eles pedem a ampliação de serviços básicos no período noturno, como atendimento médico e funcionamento da biblioteca até o fim das aulas. A mobilização ganhou força após a morte da professora Sandra Regina Campos, que sofreu um mal súbito durante uma palestra realizada à noite na universidade, em 7 de abril. Segundo estudantes, os profissionais de saúde já haviam deixado o campus quando ela passou mal. O que dizem as universidades Em nota, a reitoria da USP lamentou a invasão e os danos ao patrimônio público. A Unesp afirmou que não foi procurada oficialmente por representantes do movimento estudantil, mas informou que as reivindicações serão discutidas na próxima segunda-feira em reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas. Já a Unicamp disse que mantém diálogo contínuo com entidades estudantis e direções das unidades e afirmou que prioriza políticas de permanência estudantil, incluindo moradia, transporte e auxílios financeiros.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/12/vereador-diz-que-fraturou-nariz-em-ato-de-estudantes-em-sp-oposicao-critica-presenca-arranja-briga-para-se-fazer-de-coitado.ghtml


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