Trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda de cana-de-açúcar em Batatais, SP

  • 26/03/2026
(Foto: Reprodução)
Trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda em Batatais, SP Vinte e dois trabalhadores foram resgatados de uma fazenda que plantava cana-de-açúcar em Batatais (SP) após o Ministério Público do Trabalho (MPT) constatar que eles atuavam em condições análogas à escravidão no local. A operação ocorreu entre os dias 16 e 19 de março e o empregador aceitou assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para regularização dos empregados, além de pagar R$ 180 mil em verbas rescisórias e indenizações por danos morais e individuais. O acordo prevê que cada um dos 22 trabalhadores receba R$ 5 mil. Segundo o MPT, caso descumpra as cláusulas, o empregador será multado em R$ 5 mil por cada infração cometida. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Ainda segundo o MPT, durante a força-tarefa que resultou no resgate dos trabalhadores, as equipes encontraram irregularidades graves que colocavam em risco a integridade física de todos que atuavam na fazenda. LEIA TAMBÉM Idosa socorrida com larvas na gengiva se recupera em enfermaria de hospital após cirurgia Sitiante é ameaçado de morte por ladrões após furto de gado avaliado em R$ 80 mil Justiça condena 20 pessoas por lavagem de dinheiro com carros de luxo e tráfico de drogas com uso de cafeína Os trabalhadores eram obrigados a fazer o plantio de cana-de-açúcar em cima de um caminhão em movimento, com risco grave e iminente de queda. Trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão eram obrigados a plantar cana-de-açúcar com caminhão em movimento em Batatais, SP Divulgação/MPT Os cinco alojamentos disponibilizados pelo empregador em Pontal (SP) eram precários, sem higiene, com falta de privacidade e ausência de camas e lençóis, o que obrigava os trabalhadores a dormirem no chão ou em estruturas improvisadas. Ainda segundo o MPT, também foram encontrados botijões de gás armazenados inadequadamente nas cozinhas, em locais sem ventilação. O Ministério Público do Trabalho também constatou ausência total de instalações sanitárias e falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e formalização nos contratos de trabalho. Também não havia registro de exames médicos admissionais. Alojamentos em Pontal (SP) onde ficavam os trabalhadores resgatados de fazenda em Batatais (SP) eram precários e sem higiene Divulgação/MPT Trabalhadores vão ser indenizados O MPT informou nesta quinta-feira (26) que após audiências administrativas, o empregador assinou um TAC que vai beneficiar 39 trabalhadores: os 22 resgatados em condições análogas à escravidão e outros 17 que não foram submetidos às mesmas condições degradantes. Ainda segundo o MPT, o proprietário da fazenda se comprometeu a regularizar os vínculos empregatícios e vai oferecer melhores condições de moradia e trabalho a todos. Ele também pagou R$ 70,4 mil em verbas rescisórias e mais R$ 110 mil referentes a indenizações por danos morais individuais, fixadas em R$ 5 mil para cada trabalhador resgatado em condição análoga à escravidão. Caso o empregador não cumpra os acordos, será multado pelo MPT em R$ 5 mil por cada infração cometida. Trabalhadores que viviam em alojamentos em Pontal (SP) não tinham privacidade e banheiros estavam em más condições Divulgação/MPT Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/03/26/trabalhadores-em-condicoes-analogas-a-escravidao-sao-resgatados-de-fazenda-de-cana-de-acucar-em-batatais-sp.ghtml


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