Suspeito de matar motorista de ônibus confessa feminicídio, diz polícia; vítima foi encontrada enrolada em cobertor
06/05/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito de matar motorista de ônibus confessa feminicídio, diz polícia civil
Wesley Sousa Ribeiro, de 31 anos, confessou ter matado a companheira, a motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, em São José dos Campos (SP). A informação foi dita nesta quarta-feira (6) pelo delegado Neimar Camargo Mendes, da DIG de São José dos Campos, ao repórter Pedro Melo, da TV Vanguarda.
O corpo da vítima foi encontrado enrolado em um cobertor dentro da casa onde ela morava, no bairro Majestic, na zona leste da cidade, na segunda à noite.
O suspeito foi preso na noite desta terça-feira (5), em Aparecida (SP), após a polícia confirmar que havia um mandado de prisão preventiva contra ele por descumprimento de medidas protetivas - leia mais abaixo.
Wesley Sousa Ribeiro é réu confesso de feminicídio.
Reprodução/TV Vanguarda
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Segundo o delegado, a vítima foi morta com 13 golpes de faca. A polícia tomou conhecimento de que a mulher vivia um relacionamento tóxico e isso ajudou os investigadores a conseguirem descobrir quem era o principal suspeito de cometer o crime.
"Desde o primeiro momento, nossa equipe esteve no local, e no dia seguinte, ao conversar com o médico legista, ele confirmou que haviam 13 lesões de arma branca, que hoje a gente sabe que é uma faca, e com sinais de defesa. A partir deste momento, intensificamos a investigação, a princípio por homicídio, começamos a monitorar o suspeito, constatamos que ele tinha ido para Itanhaém e depois para o estado do Rio de Janeiro", narrou o delegado.
"Conseguimos todas as informações desse relacionamento tóxico que ela vivia com o companheiro e a partir disso pode nos auxiliar na investigação. Localizamos ele em Resende, conseguimos falar com ele, negociamos a sua apresentação, ele veio até a cidade de Aparecida e efetuamos a sua prisão. Porém, a prisão foi em relação a uma violência doméstica. Em relação ao feminicídio, nós representamos pela prisão temporária e ainda estamos aguardando a manifestação do juiz", disse.
Ainda segundo o delegado, ao ser preso o homem chegou a negar o crime, mas voltou atrás e confessou o assassinato durante interrogatório nesta quarta-feira.
"Ontem, informalmente, ele teria negado totalmente a prática do feminicídio, porém, hoje, durante o interrogatório, ele acabou confessando. Havia várias inconstâncias no interrogatório dele de ontem", completou.
Suspeito de matar motorista de ônibus é preso; vítima foi encontrada enrolada em cobertor
No ano passado
Segundo o boletim de ocorrência registrado por Thalita em maio do ano passado, ela havia retomado o relacionamento com Wesley cerca de 20 dias antes da denúncia.
À polícia, a vítima contou que o companheiro era muito ciumento e que, durante uma saída do casal, ele pegou a chave do carro dela e a deixou sozinha no local.
Ainda segundo o documento, Thalita acionou a polícia, mas foi informada de que nada poderia ser feito naquele momento. Depois, ela mandou mensagens pedindo a chave do veículo para conseguir voltar para casa.
O boletim aponta ainda que, quando ela chegou à residência, Wesley teria pulado o portão, arrombado a porta da frente, agredido Thalita e a trancado na churrasqueira, no fundo da casa.
A vítima gritou por socorro e foi ajudada por uma vizinha. Após a agressão, o suspeito fugiu e também teria quebrado a maçaneta do carro dela.
Suspeito de feminicídio é preso em Aparecida
Corpo encontrado na segunda
O corpo de Thalita foi encontrado enrolado em um cobertor na noite de segunda-feira (4), dentro da casa onde ela morava, no bairro Majestic, na zona leste de São José dos Campos.
Uma irmã da vítima havia registrado um boletim de ocorrência informando o desaparecimento dela.
Na noite desta terça, a polícia recebeu uma denúncia informando que Wesley estava na rodoviária de Aparecida. Segundo a Polícia Civil, ele chegava de Resende (RJ), quando foi abordado e preso.
O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José dos Campos.
O g1 tenta localizar a defesa do homem preso. A reportagem será atualizada caso os advogados se manifestem.
Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, foi encontrada morta enrolada em um cobertor.
Reprodução/TV Vanguarda
Em nota, o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba lamentou a morte de Thalita e afirmou que ela construiu uma trajetória marcada pela dedicação, respeito e proximidade com a comunidade.
Segundo o sindicato, Thalita começou a carreira como cobradora e depois se tornou motorista de ônibus, sendo reconhecida como uma profissional querida por colegas e passageiros.
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