Roqueiros desde bebês: pais contam como gênero musical influenciou na criação dos filhos em Ribeirão Preto, SP

  • 13/07/2026
(Foto: Reprodução)
Roqueiros desde bebês: pais contam como gênero musical influenciou na criação dos filhos O contato precoce com guitarras, baterias e canções clássicas do rock é uma ferramenta poderosa para duas famílias em Ribeirão Preto (SP) na criação das crianças. Elas acreditam que o estilo musical vai muito além do entretenimento. Nesta segunda-feira (13) é comemorado o Dia Mundial do Rock e, para celebrar a data, o g1 conversou com fãs de rock que afirmam: a paixão pelo gênero passou de pai para filho de forma natural. Na casa do músico Beto Leonetti e da escritora Silvia Ueno, o filho Thomas, de 7 anos, trocou as canções infantis pelas bandas clássicas e, desde bebê, transformou o convívio com os acordes em estímulo para se expressar e interagir. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Na família da professora Nayara Kobori e do vocalista Renato Rosa, a realidade é parecida. O casal escolheu o nome do filho Eduardo, de 2 anos, em homenagem aos roqueiros Edu Falaschi e Supla, e o menino já tem banda favorita, acompanha os shows do pai de perto e se diverte imitando os movimentos dele nos palcos. A vivência entre os acordes e o ambiente dos palcos reflete no crescimento das duas crianças. Os pais notam avanços práticos nas habilidades sociais, na paciência e na criatividade dos meninos. Independentemente de a criança querer ser músico ou não, a música é fundamental para o desenvolvimento. Ela ajuda a aprender habilidades sociais, a se controlar, a entender que tem o momento dele e o momento do amiguinho Em Ribeirão Preto, SP, os pais de Thomas e Eduardo compartilham o amor pelo rock e incentivam o convívio com a música como pilar na educação e no desenvolvimento dos filhos Arquivo pessoal A percepção das famílias tem base científica. Diretor musical e professor da School of Rock de Ribeirão Preto, Daniel Junta explica que a musicalização infantil exige movimentos cerebrais simultâneos. "O contato com os instrumentos e os ritmos trabalha a audição, a visão, a leitura e a memória ao mesmo tempo. Quando a criança está tocando um instrumento, tudo isso está interligado. Colabora demais, não somente no aspecto musical, mas também no estudo regular e na disciplina". Rock no lugar de desenhos infantis 🎸 A influência do rock na vida de Thomas começou na gestação. Silvia relata que o marido, Beto, costumava tocar o gênero musical em uma viola caipira perto da barriga dela para acalmar o bebê. Depois do nascimento, os pais mantiveram o estilo na rotina e optaram por vídeos de shows de bandas como AC/DC, Pink Floyd e Metallica nas telas da casa. A imersão fez o menino aprender a mexer na vitrola da família quando tinha apenas 1,5 ano. "Ele pegava um banquinho, procurava na coleção de discos, pegava o 'Dark Side of the Moon', do Pink Floyd, e colocava com o maior cuidado do planeta. Eu não respirava com medo de ele estragar a agulha. Mas era muito lindinho", relembra a mãe. Thomas demonstra gosto pelo rock desde cedo e mantém o hábito de ouvir discos de vinil na vitrola da família Arquivo pessoal Thomas cresceu frequentando os shows do pai. O menino também chegou a tocar bateria em casa para tentar copiar os ritmos de ídolos do rock internacional. "Ele gostava muito de ver a banda Rush tocando com o Neil Peart, que é um monstro. E era isso que ele conseguia reproduzir na bateria que ele via", conta Beto. A atenção redobrada ajuda na criatividade. O garoto usa materiais recicláveis e papelão para criar as próprias brincadeiras e até inventa palavras para cantar. "Ele ganhou uma pistola de cola quente e fica criando coisas o dia inteiro. A gente percebeu que a criatividade dele aflorou muito na tentativa de evitar aquela solução fácil da tela de celular", diz Silvia. A conexão familiar rendeu frutos profissionais. Silvia escreve livros e produz conteúdos sobre educação infantil na internet. Ela e o marido produziram músicas educativas com uma pegada de rock and roll, e Thomas participou tocando bateria nas gravações. Incentivado desde cedo pelo contato com a música em casa, Thomas se diverte ao experimentar os instrumentos e explorar o ritmo da bateria Arquivo pessoal Nome de ídolo e sofá de palco 🤘 A música também ditou as regras na vida de Eduardo, de 2 anos. O pai, vocalista de uma banda cover de Led Zeppelin há 15 anos, conheceu a mãe por causa da música e o casal decidiu o nome do bebê com base nos artistas brasileiros que acompanham. "A gente sempre gostou muito do Edu Falaschi, do Angra, e do Supla. Os dois chamam Eduardo. Quando descobri que estava grávida, a gente já tinha certeza do nome", conta Nayara. Após o nascimento, os pais perceberam a facilidade do menino para lidar com sons altos. Eduardo passou a frequentar as apresentações de Renato e não se intimida com locais cheios. Ele desenvolveu um gosto peculiar para a pouca idade. Nayara Kobori e Renato Rosa incentivam o gosto musical do filho Eduardo desde a gestação Arquivo pessoal Segundo a família, a playlist diária de Eduardo mistura as canções clássicas da Disney com sucessos da banda de metal cômico Massacration. Mas a brincadeira principal do menino em casa é copiar os movimentos do pai nos palcos. "Teve um dia que nós tiramos as almofadas do sofá de casa para lavar e ficou como se fosse um palco. Ele catou a guitarrinha de brinquedo dele, subiu no sofá e começou a tocar e cantar, para imitar o Renato", conta a mãe. A convivência nos shows também é especial para Renato. O vocalista garante que a presença do filho no local faz a diferença no desempenho da banda. Ter ele no palco comigo ou no público é sempre um gás que me dá para estar lá em cima e fazer o show acontecer cada vez melhor. Eu acho que junta duas coisas que eu amo muito: meu filho e a música. Ver ele comigo assim é realmente projetar o futuro. De repente, tocar junto com ele lá na frente vai ser uma coisa muito emocionante O pequeno Eduardo, de 2 anos, acompanha de perto o pai, Renato Rosa, durante os shows realizados em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Nayara nota os efeitos da musicalização no dia a dia do filho. Eduardo tem aulas de música na escola e, segundo os professores, é o aluno que mais presta atenção e interage. "O neurodesenvolvimento da criança que tem contato com a música é diferenciado. Ativa outras partes do cérebro, tanto a parte sonora quanto a parte cognitiva e de desenvolvimento motor. A gente sente que ele se acalma melhor", diz a mãe. Muito além da música 🧠 O professor Daniel Junta explica que a imitação, as aulas lúdicas e o ambiente dos shows trazem ganhos sociais importantes. Segundo ele, a musicalização gera aumento da confiança própria e melhora a interação da criança em grupos. Ao g1, Daniel revelou que o aprendizado atua em três pilares: ritmo, melodia e harmonia. O rock entra como engrenagem central para esse desenvolvimento. Crianças a partir dos 2 anos já conseguem absorver os estímulos por meio de atividades rápidas e dinâmicas para gastar energia. "Percebe-se que, quando os alunos têm esse contato com a música, desenvolvem a disciplina, porque o aluno tem que ter rotina de treinos e paciência para chegar naquilo que almeja". As aulas de Daniel passam por diversos ritmos, como blues, funk e reggae, para que os alunos entendam a origem do rock clássico. O contato com instrumentos reais, como guitarra e bateria, traz noções de foco que se aplicam na escola regular. O futuro nos palcos 🌟 O convívio diário com a música faz as famílias de Thomas e Eduardo imaginarem os próximos anos. Embora respeitem as escolhas das crianças, os pais não escondem a alegria ao verem os filhos seguirem os mesmos passos artísticos. Thomas afirma que quer ser biólogo quando crescer, mas Beto e Silvia garantem apoio total se o caminho mudar para os palcos. "Se ele decidir ser músico, vou virar empresária dele. A criatividade é algo que tem que ser incentivado", brinca a mãe do menino. O músico Beto Leonetti e a escritora Silvia Ueno incentivam o contato de Thomas com diferentes estilos musicais desde o berço Arquivo pessoal Para Renato, pai de Eduardo, a herança musical já é motivo de realização pessoal. O vocalista lembra que aprendeu a cantar e tocar com dificuldades na juventude e garante que o filho de 2 anos terá todo o suporte necessário caso queira formar a própria banda. "Hoje em dia ele tem o privilégio de ter uma condição melhor e acessibilidade. Se ele quiser, vai ter muitas oportunidades para voar longe". Os pais Nayara Kobori e Renato Rosa incentivam o gosto musical do filho Eduardo desde a gestação Arquivo pessoal *Sob a supervisão de Flávia Santucci Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/07/13/roqueiros-desde-bebes-pais-contam-como-genero-musical-influenciou-na-criacao-dos-filhos-em-ribeirao-preto-sp.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. A Matter of Feeling

Duran Duran

top2
2. Stayin' Alive

Bee Gees

top3
3. Love Of My Life

Queen

top4
4. Forever and Ever

Demis Roussos

top5
5. We Said Goodbye

Davi Maclean

Anunciantes