Réu é solto após júri concluir que ele não quis matar namorada ao empurrá-la de carro em movimento

  • 17/09/2026
(Foto: Reprodução)
Denis e Gabriele estavam juntos há seis meses em Cajuru, SP, quando crime aconteceu Arquivo pessoal O Tribunal do Júri determinou nesta quinta-feira (17) a soltura de Denis Cipriano de Carvalho Silva, acusado de empurrar a namorada Gabriele Gonçalves para fora de um carro em movimento, em Cajuru (SP), ao concluir que ele não teve intenção de matar a vítima. Na época do caso, em 2025, Gabriele chegou a ser internada com ferimentos graves, mas sobreviveu. Em julgamento encerrado durante a noite, os jurados condenaram o réu por lesão corporal grave e por descumprimento de medida protetiva no lugar de tentativa de feminicídio, acusação que o manteve preso desde março de 2025 e que o levou ao júri popular. Como a pena para esses crimes é menor do que 4 anos, em regime aberto, um alvará de soltura foi expedido para que o acusado possa recorrer em liberdade. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "Entendendo dessa maneira, a condenação se dá em regime aberto, já expedido alvará de soltura. A defesa recebe a notícia com enorme satisfação", informou o advogado de Denis, Mauricio Ferraz. Empurrada de carro em movimento As agressões contra Gabriele ocorreram em janeiro de 2025, na Rua Capitão José Ferreira Diniz, no Centro de Cajuru. Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que o casal havia discutido durante a "Festa de São Sebastião", um tradicional evento da cidade, e Gabriele decidiu ir embora a pé para casa, mas o namorado foi atrás dela até encontrá-la. Justiça de Cajuru julga homem por tentativa de feminicídio contra a namorada De acordo com a Promotoria, além de ter sido atingida com um soco no olho, a mulher foi puxada pelos cabelos e obrigada a entrar no carro dele, onde continuou sendo agredida. A vítima relatou que, para tentar se livrar das agressões, tentou sair do veículo, mas percebeu que não conseguiria porque ele estava em movimento. Ela passou a gritar por socorro até chamar a atenção de pessoas na rua. Segundo Gabriele, após várias tentativas, ela conseguiu abrir a porta do automóvel e acabou sendo jogada para fora pelo namorado. “Eu não me joguei, eu tenho certeza absoluta que eu não me joguei. Eu me lembro exatamente de tudo o que ele me fez, dele me jogar para fora. Foi difícil. É um milagre estar andando, conversando novamente. Deus foi bom comigo por me deixar viva pra eu poder contar o que houve comigo”, disse a comerciante na época. A comerciante Gabriele Carolina Gonçalves foi vítima de tentativa de feminicídio em Cajuru, SP Aurélio Sal/EPTV A Promotoria registrou na denúncia que, após ser arremessada do veículo em movimento, Gabriele chegou a ser arrastada por alguns metros pelo carro do agressor, porque o pé havia ficado preso no banco do automóvel. Em seguida, segundo o MP, o suspeito parou o carro, desceu e segurou a namorada de modo agressivo. Gabriele foi socorrida com a ajuda de testemunhas e levada inicialmente para a Santa Casa de Cajuru, de onde foi transferida para o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto devido à gravidade das lesões. LEIA TAMBÉM: O que se sabe sobre tentativa de feminicídio no interior de SP Justiça torna réu homem acusado de agredir e arrastar namorada com carro em movimento Jovem agredida pelo namorado viveu 'momentos de terror' ao levar socos e ser arrastada por carro no interior de SP, diz MP Ex de acusado de jogar namorada para fora de carro em movimento em Cajuru relata relação abusiva Imagens mostram queda de mulher de carro em movimento em Cajuru Reprodução/Câmera de segurança O que diz a defesa Durante o julgamento foram ouvidas dez testemunhas, sendo cinco de acusação e cinco de defesa, e o réu. Advogado de Denis, Maurício Ferraz diz que Gabriele tentou criar uma narrativa falsa contra o companheiro para incriminá-lo. A defesa alegou que a comerciante já apresentava comportamento alterado em diversas situações. “Ela queria sair do carro e ela se aproveitou de um determinado momento. Ela disse: “eu vou pular”. Ela abriu o carro, o carro estava com velocidade um pouquinho mais reduzida, e ela pulou. Ele falou que só viu o pé dela passando para cima e ela caindo. Imediatamente, ele para o carro e tenta socorrer, apavorado, desesperado, e segue na tentativa de socorro médico. Isso o abalou muito emocionalmente”, diz. O que diz a acusação Segundo o advogado de acusação Djalma Fregnani Junior, Denis acumula três medidas protetivas, o que comprova o histórico violento dele. Ele chegou a desrespeitar uma determinação para se manter distante de Gabriele após a tentativa de feminicídio, o que o levou à prisão em março de 2025. Fregnani Junior também considerou uma carta escrita por uma ex-namorada de Denis. Na época, ela relatou ter vivido um relacionamento abusivo com ele de 2012 a 2016. Segundo a mulher, que preferiu não ser identificada, Denis agiu para afastá-la dos amigos e de familiares. A mulher relatou diversas agressões físicas, inclusive em lugares públicos, como festas. De acordo com o relato, parentes dela também eram ameaçados por Denis. O relato foi apresentado pela acusação no julgamento desta quinta-feira. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região e

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/09/17/acusado-de-empurrar-namorada-para-fora-de-carro-em-movimento-e-liberado-apos-juri-entender-que-ele-nao-teve-intencao-de-matar.ghtml


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