Pesquisadores identificam novas espécies de libélula na Serra do Japi

  • 03/05/2026
(Foto: Reprodução)
Pesquisadores da USP identificam novas espécies de libélula na Serra do Japi A Serra do Japi, um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica no interior de São Paulo, voltou a ganhar destaque no meio científico após um estudo identificar 22 espécies de libélulas e donzelinhas na Reserva Biológica (Rebio), que fica na região de Jundiaí (SP). A pesquisa começou em 2024 e foi publicada em abril de 2026 por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Segundo a prefeitura do município, o número representa cerca de 7,5% das espécies catalogadas no estado de São Paulo. Além disso, três delas foram registradas pela primeira vez no território paulista. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Ao g1, a pesquisadora Aline Gonçalves, autora do estudo, relatou que entre os novos registros estão: Rhionaeschna planaltica, Brechmorhoga goncalvensis e Heteragrion tiradentense, espécies associadas a ambientes bem preservados, como riachos com água limpa, boa oxigenação e vegetação nas margens. A presença de espécies variadas, incluindo algumas sensíveis à poluição, aponta para o bom estado de conservação da reserva, segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo. Pesquisadores da USP identificam novas espécies de libélula na Serra do Japi Reprodução/ABSF Pesquisadores da USP identificam novas espécies de libélula na Serra do Japi Reprodução/Arquivo pessoal "As libélulas que a gente registrou na Serra do Japi indicam que o ambiente ali é bem conservado, principalmente em relação à qualidade da água. Isso porque várias das espécies que encontramos são mais sensíveis e costumam ocorrer só em riachos bem preservados, com água limpa, boa oxigenação e vegetação nas margens”, explica a pesquisadora. O levantamento foi realizado por pesquisadores da pós-graduação em Entomologia da Universidade de São Paulo (USP) em 2024 e publicado em 17 de abril de 2026, reforçando o papel da área como um importante refúgio de biodiversidade da Mata Atlântica. Mesmo em um estado amplamente estudado, os resultados indicam que ainda há lacunas no conhecimento sobre a fauna local. Novidade para o estado A pesquisa foi realizada a partir de coletas em 11 pontos da reserva, em diferentes tipos de ambientes, como riachos e lagoas. Reprodução/ABSF A pesquisa foi realizada a partir de coletas em 11 pontos da reserva, em diferentes tipos de ambientes, como riachos e lagoas. Os insetos foram capturados com redes entomológicas ao longo do dia, quando estão mais ativos, e depois identificados em laboratório com base em literatura especializada. Durante essa etapa, os pesquisadores constataram que algumas das espécies coletadas não possuíam registros anteriores no estado. O resultado evidencia a diversidade de micro habitats da Serra do Japi e a capacidade da área de abrigar espécies com diferentes exigências ecológicas. A descoberta ocorreu durante um curso de campo de Entomologia na Serra, inicialmente, os pesquisadores mapearam diferentes ambientes, como riachos e lagoas, e definiram pontos de coleta. “Definimos os pontos e começamos a amostragem de forma padronizada, usando rede entomológica e coletando ao longo do dia, quando os adultos estão mais ativos [...] Foi aí que veio a parte mais interessante, durante a identificação, percebemos que algumas espécies que tinham sido coletadas não tinham registro pro estado de São Paulo”, completa. A pesquisa foi realizada a partir de coletas em 11 pontos da reserva, em diferentes tipos de ambientes, como riachos e lagoas. Reprodução/ABSF De acordo com a pesquisadora, as espécies registradas também ajudam a indicar o nível de conservação do ambiente. “Muitas delas estavam associadas a áreas mais sombreadas e com pouca interferência, o que também mostra que a vegetação ao redor desses ambientes está bem conservada. Ao mesmo tempo, a gente também encontrou espécies mais generalistas, que conseguem ocupar ambientes mais abertos", conta. "No geral, isso mostra que a Serra do Japi tem uma alta diversidade de ambientes, tanto mais preservados quanto mais abertos, e isso acaba sustentando uma comunidade bem diversa de libélulas", completa. Importância da conservação O estudo é considerado preliminar, e os pesquisadores destacam que novas coletas em diferentes épocas do ano podem aumentar o número de espécies catalogadas. A presença de libélulas sensíveis à poluição e de espécies classificadas como "quase ameaçadas" reforça a necessidade de continuar protegendo os ambientes naturais da Serra do Japi. O Brasil é um dos países com a maior diversidade de libélulas do mundo. Segundo dados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o país possui 901 espécies registradas de libélulas e donzelinhas (da ordem Odonata). A maior parte dessa riqueza está concentrada na Mata Atlântica e na Amazônia, superando o número de espécies de todo o continente africano. Pesquisadores da USP identificam novas espécies de libélula na Serra do Japi Reprodução/ABSF Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/05/03/pesquisadores-identificam-novas-especies-de-libelula-na-serra-do-japi.ghtml


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