Mãe é investigada por suspeita de dar remédio tarja preta aos três filhos para fazê-los dormir no interior de SP
30/06/2026
(Foto: Reprodução) Delegado fala sobre caso de mãe que dopou filhos com tarja preta em Taiaçu, SP
Uma mulher de 41 anos é investigada pela Polícia Civil por suspeita de dar clonazepam, medicamento de uso controlado, aos três filhos, entre eles um bebê de seis meses, em Taiaçu (SP), para fazê-los dormir.
Segundo a Polícia Civil, Natalia Aparecida da Silva chegou a ser presa em flagrante no sábado (27) por suspeita de maus-tratos contra menores de 14 anos, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça em audiência de custódia.
O caso começou a ser apurado depois que o Conselho Tutelar recebeu uma denúncia de que a mãe estaria dopando os filhos e acionou a Guarda Civil Municipal (GCM).
Duas crianças, uma menina de três anos e o bebê, e um adolescente de 15 anos, foram levados ao pronto-socorro da cidade e encaminhadas a um hospital em Bebedouro (SP), onde passaram por avaliação médica após a denúncia.
Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Mulher é investigada suspeita de dopar os filhos com tarja preta em Taiaçu, SP
Reprodução/EPTV
O bebê apresentou o quadro mais grave, com intenso estado de sonolência e precisou ser atendido na sala de emergência, sendo monitorado por equipamentos médicos.
Os irmãos também apresentavam sonolência, mas com menos intensidade. Amostras foram coletadas deles para exames toxicológicos. Os resultados podem confirmar se houve ingestão ou não do medicamento.
O Conselho Tutelar de Taiaçu disse que apesar da gravidade do caso, as crianças passam bem e foram encaminhadas aos cuidados de uma tia paterna.
A Defensoria Pública de São Paulo informou que participou da audiência de custódia de Natalia para verificar a legalidade da prisão. Disse também que só vai se manifestar nos autos do processo.
Cartela com remédios encontrada
Uma cartela de clonazepam, com 11 comprimidos consumidos, foi apreendida na casa de Natalia.
De acordo com o boletim de ocorrência, ao ser interrogada, a mulher negou ter administrado qualquer medicamento aos filhos, mas entrou em contradição.
Ela afirmou à Polícia Civil que o companheiro teria dado remédios à menina de três anos e preparado a mamadeira do bebê antes de ele apresentar os sintomas. Depois, disse que a própria criança poderia ter tomado o remédio acidentalmente.
A Polícia Civil afirmou que ela demonstrou aparente frieza emocional diante da gravidade do caso e não demonstrou sinais de remorso, arrependimento ou preocupação.
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca
Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região