Ecovias adia início do pedágio 'free flow' no Sistema Anchieta-Imigrantes, que estava previsto para 1° de julho

  • 26/06/2026
(Foto: Reprodução)
Pedágio Eletrônico Free Flow operado pela concessionária Ecovias em São Paulo. Divulgação/Ecovias A concessinária Ecovias Imigrantes anunciou nesta sexta-feira (26) que naõ vai conseguir implantar o sistema de pedágio eletrônico, conhecido como free flow, no Sistema Anchieta-Imigrantes até a data prometida, 1º de julho. Em comunicado, a empresa justificou a mudança "devido à fase de testes e ao processo de homologação ainda em andamento". A concessionária não divulgou uma nova data para início das operações. Os planos são para que, quando começar a valer o sistema free flow, a cobrança deixará de ser feita nas cabines físicas, que serão desativadas — embora não sejam demolidas. 🔎O free flow (fluxo livre) é um sistema de pedágio eletrônico sem cancelas que permite a cobrança automática da tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade. A Ecovias iniciou a fase de testes do novo sistema de pedágio eletrônico, chamado Siga Fácil, no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), no início de junho. A etapa começou após a conclusão da instalação dos pórticos na Via Anchieta, na altura do km 33, e na Rodovia dos Imigrantes, no km 29, em ambos os sentidos. A conclusão da implantação dos pórticos é uma fase importante para mudar a forma de cobrança do valor do pedágio, que atualmente é o mais caro do Brasil, com valor cheio de R$ 38,70 por veículo. A promessa da concessionária era que com a cobrança free flow, o valor da tarifa será reduzida para R$ 19,35 tanto na subida quanto na descida para o litoral paulista, dividindo os valores de pagamento. Atualmente, o motorista que desce para o litoral paga o valor cheio de R$ 38,70, sem cobrança na volta para São Paulo. Com a nova tecnologia, o valor vai ser dividido. Os pórticos farão a cobrança no mesmo lugar, tanto na descida, quanto na subido para a capital. Então, o motorista que sai das cidades da Baixada Santista pelas rodovias Padre Manuel da Nóbrega e Cônego Domênico Rangoni, pagam o pedágio normalmente nessas duas rodovias e, a partir de 1° de julho, também pagarão o pedágio no trecho de planalto da Anchieta e da Imigrantes, a partir do Free Flow, no sentido da capital, altura de São Bernardo do Campo. Rodovia Padre Manuel da Nóbrega - R$ 10,90 Rodovia Cônego Domênico Rangoni - R$ 18,30 Sem cobrança por ora Praças de pedágio do sistema Anchieta-Imigrantes serão demolidas e cobrança será automática, no sistema "free flow" Segundo a Ecovias, neste momento da implantação não haverá cobrança de tarifa aos usuários. Os testes incluem validações técnicas, integrações sistêmicas e calibração dos equipamentos para garantir a confiabilidade da tecnologia e a melhor experiência aos motoristas. O processo é acompanhado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pela homologação do sistema após a conclusão de todas as etapas. De acordo com a Ecovias Imigrantes, os novos pórticos substituirão futuramente as atuais praças de pedágio com cabines, localizadas no km 32 da Rodovia dos Imigrantes e no km 31 da Via Anchieta, que serão desmobilizadas. “Esta etapa tem como objetivo validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. O sistema passa por testes para aferir a leitura de tags e placas e preparar a transição para o novo modelo de cobrança”, afirmou Ronald Marangon, diretor-superintendente da Ecovias Imigrantes. Tecnologia de identificação Sistema Anchieta-Imigrantes terá pedágio pelo sistema free flow Os pórticos utilizam tecnologia de identificação veicular aplicada em sistemas de cobrança de fluxo livre no Brasil e no exterior. O conjunto é formado por câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos por meio da leitura de placas e tags eletrônicas, inclusive em situações de alta velocidade, neblina ou tráfego intenso. As câmeras equipadas com tecnologia OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres) realizam a leitura das placas dianteiras e traseiras em todas as faixas da rodovia. Já os sensores a laser classificam os veículos de acordo com características como altura, largura, comprimento e quantidade de eixos rodantes e suspensos. As antenas responsáveis pela identificação das tags complementam as informações captadas pelos demais equipamentos. Os dados são enviados a um sistema central de processamento, que faz a validação das informações registradas e calcula a tarifa correspondente à passagem do veículo. Segundo a concessionária, a fase de testes também inclui validações operacionais e cruzamento de dados para conferência das leituras realizadas pelos equipamentos. O sistema foi desenvolvido para operar com alto nível de precisão na identificação dos veículos, seguindo parâmetros já adotados em operações de pedágio eletrônico no país. Modernização da infraestrutura A implantação do Pedágio Eletrônico integra o processo de modernização da infraestrutura rodoviária paulista conduzido pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e da Artesp. A EcoRodovias destaca que foi pioneira na operação do modelo no estado. A Ecovias Noroeste Paulista, também administrada pelo grupo, foi a primeira concessão estadual de São Paulo a operar o sistema de Pedágio Eletrônico. Pedágio mais caro do Brasil, no Sistema Anchieta-Imigrantes, sofre reajustes

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/26/ecovias-adia-inicio-do-pedagio-free-flow-no-sistema-anchieta-imigrantes-que-estava-previsto-para-1-de-julho.ghtml


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