Casos de estupro de vulneráveis sobem 9% nas regiões de Piracicaba e Campinas; saiba como identificar possíveis sinais

  • 18/05/2026
(Foto: Reprodução)
Região registra 393 casos de estupro de vulnerável no primeiro trimestre de 2026 Os casos de estupro de vulnerável aumentaram 9,17% no primeiro trimestre de 2026 nas regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP), em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), de janeiro a março deste ano, foram 393 ocorrências registradas, contra 360 em 2025. 🔎 O crime de estupro de vulnerável abrange crianças e adolescentes, mas também idosos e pessoas com deficiência. Esta segunda-feira (18) é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Siga o g1 Piracicaba no Instagram Segundo a psicóloga Camila Canguçu, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialista em desenvolvimento infantil, o aumento é significativo e deve servir de alerta — saiba como identificar possíveis sinais e previnir novas vítimas abaixo. A SSP foi questionada sobre o aumento, e não havia se posicionado até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado após a manifestação. Onde os crimes ocorrem Os dados da SSP mostram que o local onde as vítimas estão mais expostas é a própria casa. As escolas aparecem em quarto lugar na lista (confira abaixo). Residências: 65,14% (256 casos) Vias públicas: 9,67% Condomínios residenciais: 7,63% Escolas: 4,58% Unidades rurais: 3,31% Como identificar e prevenir Segundo a psicóloga Camila Canguçu, a prevenção começa com a educação e a criação de um ambiente de confiança. Ela alerta que os pais devem ficar atentos a mudanças de comportamento. "Uma criança que já é desfraudada e ela volta a fazer xixi na cama, uma criança que fica muito quieta, que está chorando demais, que mudou o comportamento dela de uma forma muito drástica, a gente precisa prestar atenção", explicou. A psicóloga explica que o diálogo é a principal ferramenta de prevenção. "Falar sobre o próprio corpo, ensinar a criança a nomear de formas corretas as partes do corpo dela, falar sobre privacidade, que o corpinho é dela. Educar é muito importante", afirmou. Ela também destaca que, na maioria das vezes, o abusador é uma pessoa conhecida da criança, o que torna a denúncia mais difícil e confusa para a vítima. 🫂Ambiente seguro e espaço de confiança A psicóloga explica que é essencial criar um ambiente seguro e um espaço de confiança é fundamental para que a criança consiga relatar o que viveu e buscar ajuda. Segundo a especialista, os casos de abuso costumam envolver pessoas próximas da vítima — alguém conhecido, em quem a criança confia ou com quem já tem vínculo afetivo. “Isso torna a situação ainda mais confusa. Como contar o que aconteceu se era alguém de quem ela gostava?”, diz. “Se algo estiver acontecendo e ela souber que pode conversar com você, ela vem. Mas, se se sentir pressionada, pode ficar em silêncio”, afirma. Como denunciar Diante de qualquer suspeita de abuso, a orientação é acionar imediatamente os órgãos oficiais. Não é recomendado consultar ou confrontar o suspeito de agressão. Veja quais órgãos podem ser acionados: Polícia Militar, pelo telefone 190. A notificação ao Conselho Tutelar pode ser feita via telefones municipais. Em Piracicaba, os contatos oficiais são: (19) 3422-9026, (19) 3432-5775, (19) 3421-8962 e (19) 3413-5497. Qualquer delegacias da Polícia Civil. Imagem de arquivo da sombra de uma criança Marcelo Casal/Agência Brasil Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba. Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual?

FONTE: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/05/18/casos-de-estupro-de-vulneraveis-sobem-9percent-nas-regioes-de-piracicaba-e-campinas-saiba-como-identificar-possiveis-sinais.ghtml


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