Caso PM Gisele: Justiça adia pela 2ª vez interrogatório de tenente-coronel acusado de matar esposa

  • 28/08/2026
(Foto: Reprodução)
A PM Gisele Alves Santana e o tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de assassinar a mulher no apartamento onde eles viviam, no Centro de São Paulo. Reprodução/TV Globo A Justiça de São Paulo adiou pela segunda vez o interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça. A audiência estava prevista para acontecer na manhã desta sexta-feira (28), mas foi remarcada para 8 de setembro. Ela ocorrerá às 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O depoimento presencial do oficial da Polícia Militar (PM) é a última etapa da instrução criminal antes da decisão que definirá se o réu será submetido a júri popular. Geraldo nega o crime, mas segue preso. A informação sobre o adiamento do interrogatório do acusado foi confirmada nesta sexta ao g1 pelo advogado que representa a família da vítima. Gisele era soldado da PM. "O interrogatório do acusado foi redesignado a pedido da defesa, que insiste na elaboração de um laudo pericial complementar", disse o advogado José Miguel da Silva Júnior. O que diz a defesa Os detalhes que transformaram o tenente-coronel em réu pelo feminicídio da PM Gisele Alves A equipe de reportagem procurou a defesa do tenente-coronel para comentar o assunto. O advogado Eugênio Malavasi disse que, durante a fase de instrução, a perita que fez o laudo que incriminou seu cliente não havia esclarecido os questionamentos da defesa. "Ela estava, na minha concepção, com dificuldade de responder porque ela não estava com o material". "Então houve comum acordo, por parte do Poder Judiciário, de ela [a perita] responder por escrito os quesitos apresentados pelo meu assistente técnico", falou Malavasi. "E desde então o IC [Instituto de Criminalística] foi de fato intimado para respostas e não apresentou. Então, como ele [Geraldo] vai ser interrogado sem as respostas dos quesitos?", questionou a defesa. O interrogatório é o último ato da fase de instrução criminal do processo. Desde o início das audiências, a 5ª Vara do Júri ouviu 30 testemunhas, entre acusação e defesa. Dois adiamentos O tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves Santana. Reprodução/Redes Sociais Inicialmente, o interrogatório do tenente-coronel estava previsto para 3 de julho, mas foi adiado a pedido da defesa, que solicitou esclarecimentos complementares à perícia da Polícia Técnico-Científica. A Justiça então marcou o depoimento de Geraldo para 28 de agosto. Mas como os peritos não concluíram os pedidos da defesa, que faz questão disso, o interrogatório foi adiado mais uma vez, marcado agora para setembro. Após o interrogatório, o Ministério Público, o assistente de acusação — que representa a família de Gisele — e a defesa do policial deverão apresentar suas manifestações finais nos autos. Na sequência, a juíza responsável pelo caso decidirá se Geraldo Leite Rosa Neto será pronunciado, ou seja, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, ou se será absolvido sumariamente. Caso a magistrada determine que o processo siga para júri popular, a defesa ainda poderá recorrer da decisão. Se ela for mantida, será marcada a data do julgamento. LEIA TAMBÉM: Tenente-coronel suspeito de feminicídio poderá manter aposentadoria mesmo se for condenado e expulso da PM; entenda Geraldo Leite Rosa Neto será julgado por três coronéis em processo de expulsão da PM 13 pontos e fotos da perícia que embasaram prisão do tenente-coronel suspeito de matar mulher em SP Relembre o caso Laudos do IML contestam versão de suicídio no caso da PM Gisele Alves Santana Geraldo Leite Rosa Neto responde por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central da capital, em 18 de fevereiro de 2026. O tenente-coronel sustenta que a mulher cometeu suicídio. O tenente-coronel permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Além do processo criminal, Geraldo responde a um procedimento administrativo na Polícia Militar, que pode resultar na expulsão dele da corporação. Ainda não há uma decisão.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/08/28/caso-pm-gisele-justica-adia-pela-2a-vez-interrogatorio-de-tenente-coronel-acusado-de-matar-esposa.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. A Matter of Feeling

Duran Duran

top2
2. Stayin' Alive

Bee Gees

top3
3. Love Of My Life

Queen

top4
4. Forever and Ever

Demis Roussos

top5
5. We Said Goodbye

Davi Maclean

Anunciantes